Ato
1
(o
palco divide-se em duas partes separado por um biombo, onde estão de um lado os
aposentos do rei com o trono, onde se encontram o criado e o rei. Do outro lado
um campo com um moinho onde se encontra o moleiro. Frei João está a um canto do
cenário.)
Cena
1
(Ilumina-se
o lado onde se encontram os aposentos do rei. O rei, sentado no seu trono, parecendo
pensar, fala alto)
Rei
– Deixa estar, que eu hei-de meter-te em trabalhos? Criado?!
Criado
– (aproximando-se do rei) Sim, Majestade! Que deseja?
Rei
– (ordenando) Traz-me imediatamente, um tal de Frei João Sem-Cuidados!
(o Criado
sai)
Cena
2
(entra
Frei João nos aposentos do Rei acompanhado pelo Criado)
Rei
– (num tom agressivo) Vou dar-te uma adivinha e, se dentro de três dias, não me
souberes responder, mando-te matar! Quero que me digas: 1º Quanto pesa a lua?
2º Quanta água tem o mar? 3º Que é que eu penso?
(Frei
João sai dos aposentos do Rei bastante atrapalhado e pensativo)
Cena
3
(Ilumina-se
o campo. Frei João dirige-se ao campo)
Moleiro
– (pensativo) Olá, Frei João Sem-Cuidados, então que te leva a tão grande
tristeza, rapaz?
Frei
João – É que o Rei disse que me mandava matar se, dentro de três dias, não lhe
respondesse quanto pesa a lua, quanta água tem o mar e em que é que ele pensa! (fica
com um ar cada vez mais triste)
Moleiro
– (desatando a rir) Não te preocupes! Empresta-me apenas o teu hábito de frade,
que eu disfarço-me e prometo-te que hei-de dar boas respostas ao Rei!
Cena
4
(projeta-se
ao fundo, numa tela: “Passados 3 dias…”. O moleiro, disfarçado de frade,
aproxima-se dos aposentos do Rei e dirige-se ao Criado)
Moleiro
– Poderei eu falar com vossa real majestade, para lhe responder às três
questões que me colocou há três dias atrás?
(o
Criado vai ter com o Rei e, depois de trocarem umas palavras, volta para junto
do Moleiro)
Criado
– Majestade vai recebê-lo! Pode entrar.
(o
Moleiro entra nos aposentos do Rei)
Rei
– Então, quanto pesa a lua?
Moleiro
– (com um ar calmo e sereno) Saberá Vossa Majestade que não pode pesar mais do
que um arrátel, pois todos dizem que ela tem quatro quartos.
Rei
– (com uma expressão de admiração) É verdade! E agora: quanta água tem o mar?
Moleiro
– (calmo e sereno) Isso é muito fácil de saber. Mas como Vossa Majestade só que
saber a água do mar, é preciso primeiro mandar tapar os rios, porque sem isso
nada feito.
Rei
– (já irritado e zangado) Agora, se não souberes que é que eu penso, mando-te
matar!
Moleiro
– (com uma expressão feliz) Ora, Vossa Majestade pensa que está a falar com
Frei João Sem-Cuidados e está mas é a conversar com o seu Moleiro!
(Foi
então que o Moleiro deixou cair o capucho de frade e o Rei ficou com um ar muito
espantado e perplexo)
Trabalho
realizado por: Jéssica nº8 e Maria nº10, 8ºA
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