Eu
sou a Ana, uma adolescente vulgar de catorze anos.
Quando me olho ao espelho, vejo-me como
uma rapariga normal que não precisa de ser perfeita para ser amada. Tenho um
peso equilibrado para a minha altura e uma pele clara. O meu rosto é
ligeiramente oval, o cabelo ondulado como as ondas do mar e, nele, sobressai a
cor castanha. Os meus lábios são finos e muitas vezes, mais no tempo de
inverno, ficam ressequidos. Os meus ombros são estreitos, mas suportam o choro
de um amigo, tenho as pernas de uma altura normal para a minha idade e cheias
de quilómetros percorridos.
Sou uma pessoa feliz, ao lado de quem
amo e ao mesmo tempo amigável e sempre
disposta a ajudar quem mais precisa. Em certos dias, sou uma rapariga muito
isolada em comparação com os meus colegas, mas sempre há um amigo para me tirar
dessa escuridão.
Considero-me
uma adolescente meia insegura, que fica sempre indecisa em relação às atitudes
que devo tomar e, muitas vezes, ciumenta, pois penso sempre que o que é meu é
como um cofre secreto que só eu tenho direito a abrir.
Eu
sou assim: uma menina tentando transmitir aos outros a educação dada pelos meus
pais, mas sempre com receio de ser julgada.