segunda-feira, 16 de março de 2015

A riqueza de Amoreira da Gândara


         A cerca de 10 km da cidade de Anadia, Amoreira localiza-se entre as freguesias de Ancas e Mamarrosa. Desde 2013, deixou de ser freguesia no âmbito de uma reforma administrativa nacional, juntando-se a Ancas e Paredes do Bairro, surgindo assim uma nova freguesia, a União de freguesias de Amoreira da Gândara, Paredes do Bairro e Ancas.
         Narra a lenda que, há muitos anos atrás, um homem muito rico era proprietário de toda esta terra. A região era constituída por gândaras (terrenos cobertos de plantas agrestes). Mandou um criado construir-lhe a casa e cultivar alguns terrenos. Para obedecer, o criado meteu muitas árvores abaixo e cortou várias matas. Ao longo dos anos, foram-se juntando ao criado várias famílias que construíram mais casas e cultivaram mais terrenos. Começaram a nascer então, sabe-se lá como, várias amoreiras nos diferentes sítios da população. Todas estas árvores davam frutos roxos, menos uma, que dava amoras brancas e era a maior árvore de todas. Como ainda não possuía nome, o criado pediu para esta terra se chamar Amoreira da Gândara, em honra da grande Amoreira. Ficou com este nome, embora um pouco estranho, mas ainda hoje é o mesmo.
         Quem vem da Mamarrosa, depara-se com uma rotunda que contém (apesar de artificial) um repuxo. Na segunda saída, podemos encontrar o Solar dos Távoras (descendentes, embora muito afastados, dos Távoras que foram mandados matar pelo rei D. José I em 1758). Quem seguir por esta saída e andar 1km encontra uma moagem que, devido a impossibilidades dos proprietários fechou, sendo agora uma loja agropecuária. Se continuarmos mais 1km deparamo-nos com a Quinta do Ribeirinho, onde existe uma fonte, recentemente recuperada.
         É uma terra rica em fontes e lavadouros (por ser uma terra já bastante antiga, mas onde se preservam os velhos costumes), sendo a mais conhecida a Fonte Zé Cardoso, que contém também uma capela com este nome e uma rua.
         Amoreira também contém sítios de lazer, cujo exemplo é o Parque das merendas, junto à Igreja Paroquial, assim como sítios de visita (grandes empresas):  a Adega Luís Pato, com casa e capela no Ribeiro da Gândara, um Aviário, a Forjaço, a Nexx, a Vidrologic, a Cartig, entre outras.
         Embora já não exista nenhum restaurante, temos snacks-bar e cafés como o “Café Amoreirense”, o “Cruzes” ou o “Ferreira”.
          Durante o ano, temos várias festas e romarias, como a festa de S. Martinho (novembro), a festa de Nossa Senhora do Imaculado Coração de Maria (setembro), as Marchas Populares (agosto), entre outras nos diferentes lugares da aldeia.
         Temos também várias associações que zelam para que a aldeia se mantenha ativa: a “Amiga” (associação dos amigos de Amoreira da Gândara), Os Caçadores e Pescadores do rio Levira, e o Baluarte (grupo de Teatro fundado em 1983), e também sítios predestinados a toda a comunidade: Centro de Dia, Casa do Povo, Campo Futebol e Igreja Paroquial (atrás já referida por mim).
         Na minha opinião, apesar de Amoreira da Gândara ser uma aldeia, temos muitos lugares a visitar e muitos deles com história, como o exemplo do Solar dos Távoras que faz parte da história de Portugal, assim como vários sítios de lazer.

Maria

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