A
cerca de 10 km da cidade de Anadia, Amoreira localiza-se entre as freguesias de
Ancas e Mamarrosa. Desde 2013, deixou de ser freguesia no âmbito de uma reforma
administrativa nacional, juntando-se a Ancas e Paredes do Bairro, surgindo
assim uma nova freguesia, a União de freguesias de Amoreira da Gândara, Paredes
do Bairro e Ancas.
Narra
a lenda que, há muitos anos atrás, um homem muito rico era proprietário de toda
esta terra. A região era constituída por gândaras (terrenos cobertos de plantas
agrestes). Mandou um criado construir-lhe a casa e cultivar alguns terrenos.
Para obedecer, o criado meteu muitas árvores abaixo e cortou várias matas. Ao
longo dos anos, foram-se juntando ao criado várias famílias que construíram mais
casas e cultivaram mais terrenos. Começaram a nascer então, sabe-se lá como,
várias amoreiras nos diferentes sítios da população. Todas estas árvores davam
frutos roxos, menos uma, que dava amoras brancas e era a maior árvore de todas.
Como ainda não possuía nome, o criado pediu para esta terra se chamar Amoreira
da Gândara, em honra da grande Amoreira. Ficou com este nome, embora um pouco
estranho, mas ainda hoje é o mesmo.
Quem
vem da Mamarrosa, depara-se com uma rotunda que contém (apesar de artificial)
um repuxo. Na segunda saída, podemos encontrar o Solar dos Távoras
(descendentes, embora muito afastados, dos Távoras que foram mandados matar
pelo rei D. José I em 1758). Quem seguir por esta saída e andar 1km encontra
uma moagem que, devido a impossibilidades dos proprietários fechou, sendo agora
uma loja agropecuária. Se continuarmos mais 1km deparamo-nos com a Quinta do
Ribeirinho, onde existe uma fonte, recentemente recuperada.
É uma
terra rica em fontes e lavadouros (por ser uma terra já bastante antiga, mas
onde se preservam os velhos costumes), sendo a mais conhecida a Fonte Zé
Cardoso, que contém também uma capela com este nome e uma rua.
Amoreira
também contém sítios de lazer, cujo exemplo é o Parque das merendas, junto à
Igreja Paroquial, assim como sítios de visita (grandes empresas): a Adega Luís Pato, com casa e capela no
Ribeiro da Gândara, um Aviário, a Forjaço, a Nexx, a Vidrologic, a Cartig,
entre outras.
Embora
já não exista nenhum restaurante, temos snacks-bar e cafés como o “Café
Amoreirense”, o “Cruzes” ou o “Ferreira”.
Durante o ano, temos várias festas e romarias,
como a festa de S. Martinho (novembro), a festa de Nossa Senhora do Imaculado
Coração de Maria (setembro), as Marchas Populares (agosto), entre outras nos
diferentes lugares da aldeia.
Temos
também várias associações que zelam para que a aldeia se mantenha ativa: a
“Amiga” (associação dos amigos de Amoreira da Gândara), Os Caçadores e Pescadores
do rio Levira, e o Baluarte (grupo de Teatro fundado em 1983), e também sítios
predestinados a toda a comunidade: Centro de Dia, Casa do Povo, Campo Futebol e
Igreja Paroquial (atrás já referida por mim).
Na
minha opinião, apesar de Amoreira da Gândara ser uma aldeia, temos muitos
lugares a visitar e muitos deles com história, como o exemplo do Solar dos
Távoras que faz parte da história de Portugal, assim como vários sítios de
lazer.
Maria
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