segunda-feira, 4 de maio de 2015

Autorretrato da Ana


         Eu sou a Ana, uma adolescente vulgar de catorze anos.
         Quando me olho ao espelho, vejo-me como uma rapariga normal que não precisa de ser perfeita para ser amada. Tenho um peso equilibrado para a minha altura e uma pele clara. O meu rosto é ligeiramente oval, o cabelo ondulado como as ondas do mar e, nele, sobressai a cor castanha. Os meus lábios são finos e muitas vezes, mais no tempo de inverno, ficam ressequidos. Os meus ombros são estreitos, mas suportam o choro de um amigo, tenho as pernas de uma altura normal para a minha idade e cheias de quilómetros percorridos.
         Sou uma pessoa feliz, ao lado de quem amo e ao mesmo tempo amigável  e sempre disposta a ajudar quem mais precisa. Em certos dias, sou uma rapariga muito isolada em comparação com os meus colegas, mas sempre há um amigo para me tirar dessa escuridão.
         Considero-me uma adolescente meia insegura, que fica sempre indecisa em relação às atitudes que devo tomar e, muitas vezes, ciumenta, pois penso sempre que o que é meu é como um cofre secreto que só eu tenho direito a abrir.
         Eu sou assim: uma menina tentando transmitir aos outros a educação dada pelos meus pais, mas sempre com receio de ser julgada.

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